6 de fev de 2012

Too much information

Sabe o que eu mais gosto a respeito desse blog? Que praticamente ninguém o lê e eu não preciso ficar pensando no quê escrever ou se estou sendo politicamente correta ou não. Não que eu seja politicamente correta no Wink, mas o Maluquete é bem mais pessoal do que isso. Portanto, é por isso que eu não o divulgo. Há um link dele no Wink e no meu tumblr. Só. Quem o lê o está fazendo por sua própria conta e risco.

Minha mãe acha que eu me exponho demais para o povo em geral. E não apenas na internet. Sou o tipo de pessoa que fala o que pensa, o que sente e que não dá a mínima pra o que os outros vão dizer sobre mim. Também sou conhecida por fazer comentários aleatórios (mas cheios de conteúdos interessantes, ao menos para mim) em meio a conversas "normais". Tenho a síndrome do too much information e falo às pessoas coisas que para mim são normais, mas que as chocam de certa forma.

Não conheço ninguém que se exponha tanto quanto eu. Ninguém. Parece que as pessoas vivem atormentadas por esse medo de serem julgadas se expuserem o que realmente pensam ou quem realmente são, e eu realmente não entendo isso. Se todos querem se expressar então por que esse medo da repressão? O máximo que pode acontecer na vida é você morrer, e você realmente quer morrer se sentindo culpada e reprimida por nunca ter enfrentado seus medos e ter feito que realmente gostaria de fazer?

Não estou dizendo para sair fazendo loucuras por aí - hey, people, tenham juízo independente de serem jovens ou não - mas estou dizendo que se fechar dentro de uma concha só vai fazer com que você se torne um fantasma de si mesmo. Só vai fazer com que vocês sejam um reflexo borrado de tudo aquilo que sempre imaginaram para si próprios.
Demorei muito, mas muito tempo pra me aceitar do jeito que eu sou e perceber que não era eu o problema, mas sim a minha falta de coragem pra assumir os riscos e as consequências de quem eu sou. E posso dizer que após fazer isso, minha vida mudou completamente: hoje estou muito mais feliz, 16 kgs mais magra (em 6 meses!), com um blog que eu amo e leitores que são mais do que leitores - são amigos, um namorado lindo que me ama do jeito que eu sou e que eu amo muito, uma família muito mais equilibrada e esperança de um futuro real e harmonioso.

Muitas pessoas me falam que me admiram muito por eu não me importar com o que os outros dirão a meu respeito e apenas ser eu mesma. Mas eu fico imaginando o quê as impede de fazer a mesma coisa. Ser você mesmo não dói. Sim, é difícil aguentar a pressão e ir na contramão da sociedade, mas não é impossível. E o melhor de tudo: no meio do caminho, se você expressar o que realmente quer e quem realmente é, achará pessoas que compartilham dos mesmos sentimentos que você e que irão lhe ajudar a realizar seus sonhos.

Pensem nisso, com carinho. Não é fácil, mas é algo muito gratificante. Viver em paz consigo mesmo te traz o gosto da vitória até mesmo quando você cai por correr atrás dos seus sonhos. Ou como Billy Joel canta em Vienna: "Mas você sabe que quando a verdade é dita, você pode conseguir o que quer ou pode apenas crescer. Sonhe, mas não pense que todos seus sonhos se realizarão. Quando você perceberá que Vienna espera por você?"

1 comentários:

Monique Oliveira disse...

Eu tô lendo esse blog. E com todo carinho diga-se de passagem. Devo dizer ainda que possuo a mesma sindrome da ''muita informação''. Acgo bom ler a maluquete, porque faz amenizar a minha depressão. Porque eu também sou maluquete. E quem não é? Ah fala sério, esse povo quadrado. Viver é isso sabe. É você ser apenas você, e fodam-se todas aquelas pessoas pequenas que só fazem te diminuir. Na certa, elas não tiveram a mesma oportunidade de ver como o mundo como nós maluquetes o vemos. Enfim, você pode ter certeza que existem muio mais pessoas com essa sindrome do que sua vã filosofia possa imaginar. Abraço da maluquete Monie ;*