29 de fev de 2012

How can I escape from the demons in my head?

Momentos de transição são duros, difíceis, dolorosos. Crescer dói. Sair da zona de conforto pode causar traumas. Mas é necessário. Porque chega uma hora em que precisamos tomar uma posição firme perante algo. Precisamos escolher qual caminho seguir. 

Eu não gostaria de fazer escolhas tão grandes assim tão cedo. Eu só gostaria que fosse tranquilo, sabe? Calmo. Quieto. Límpido. Mas nunca é assim. A verdade é que, apesar de todo esse ímpeto de ir, o que eu mais faço é ficar. Porque de certa forma eu ainda me sinto tão pequena, tão frágil, tão despreparada... Mas a vida não é adiável. Não dá pra ficar num meio termo emocional, entre a cruz e a espada. Eu tentei, eu juro que tentei me equilibrar. Mas eu caio também, poxa! Sou desequilibrada. Desastrada. Tenho asas frágeis e vontade forte. Sou uma contradição de mim mesma. Totalmente pirada. E atormentada por suas próprias sombras. 

É ridículo pedir permissão pra viver a própria vida. E eu sei disso. Racionalmente, é claro, porque inconscientemente ainda me sinto uma menininha que precisa que segurem sua mão para que possa atravessar a rua. Pois é. Crescer é difícil e exige uma disposição bem maior do que queremos ter. Mas é preciso. Não dá pra adiar. Aliás, as coisas já foram adiadas demais. Tá na hora de crescer, menina. Cresce. Desata esse nó. Enfrenta a vida. Se torne uma mulher. 

3 comentários:

Juhjuh disse...

Oi Mia, não conhecia esse seu blog
adorei o layout
beijocas

Lys disse...

Crescer dói pra caramba! Eu também me sinto tão pequena, tão menina, pra ter que tomar minhas próprias decisões sobre a minha vida, pra andar com meus próprios pés.
"apesar de todo esse ímpeto de ir, o que eu mais faço é ficar" eu me sinto muito assim =/
Acho que as coisas tinham que ser mais fáceis, rsrs.
Beijo.

Ana Beatriz disse...

"Não dá pra adiar. Aliás, as coisas já foram adiadas demais. Tá na hora de crescer, menina. Cresce. Desata esse nó. Enfrenta a vida. Se torne uma mulher." Me identifiquei demais. Estou numa fase que sou obrigada a crescer, a enfrentar meus medos e temores que adiei. Acho que não posso mais adiar meus problemas, meu crescimento. Tenho que aprender a ser forte.
Beijos, Ana.