19 de jan de 2012

Você, simplesmente você

Desculpa monsenhor, mas eu quero um amor. Não precisa ser um romance épico e nem ser dramático. Mas eu quero alguém e quem eu sinta confiança, alguém que eu sinta que não vai me largar após minha primeira crise de sociofobia. Alguém que respeite meus limites, meus mais malucos limites, como aquele de não falar de compromissos ou o de me ajudar na hora de separar cada grão de feijão da minha comida. Alguém que ria das minhas manias inquietas, como aquela de manter as maçanetas das portas sempre viradas para cima; ou aquela de bater a porta da geladeira quatro vezes antes de dormir. Alguém que respeite minhas crises depressivas e que aceite simplesmente ficar debaixo de um cobertor - durante as férias - apenas olhando para o teto e pensando na vida. Alguém que se permita ser fotografado a qualquer hora e em qualquer lugar, apenas por saber que quando eu estou nervosa me escondo atrás de uma câmera e logo arrumo uma ocupação. Alguém que não se importe com meu humor randômico e que se divirta com meu senso de humor sarcástico. Alguém que não diga 'eu te amo' em apenas 1 semana de namoro. Alguém que nem ao menos mencione a palavra namoro. Alguém que eu goste de ter ao meu lado, mesmo com aquele cheirinho de suor, de pele transpirando durante o verão. Alguém que me perceba e não me veja apenas como a garota louca que espanta todo mundo, mas que me veja como a garota que tem 9 pintinhas no rosto, que tem dentes redondos e covinhas nas mãos. E que escreve para pessoas invisíveis quando não consegue mais comportar os sentimentos dentro de si. Que me veja com a delicadeza de um beija-flor quando se aproxima de uma orquídea: que me observe, me analise, me namore e só então extraia meu núcleo, meu melhor, minha essência. Quero alguém que suporte minha melancolia e minha euforia. Quero alguém que já tenho, alguém como você.

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