3 de jan de 2012

Sobre padrões e amor próprio

Por que não podemos dar ao amor mais um chance? Por que não podemos ser felizes sem ficar auto-filosofando no chuveiro sobre um olhar que ele deu a mais para outra garota ou um dia que tirou pra ficar com os amigos? Por que temos de ser tão ciumentas e apegadas e malucas? Por que amar por si só não basta?

Chega de autopiedade. Chega de filosofias baratas sobre como manter um namorado. Chega de usar calcinha vermelha porque há quem tenha fetiche. Chega de tanta baboseira em torno de quem temos de ser. Eu sor assim: cabelo desgrenhado, unhas descascando e um quadril enorme que me impossibilita de achar roupas que fiquem certinhas (já que na pátria amada mãe gentil parece que as indústrias da moda só existem pra pessoas com quadril de 60 cm, mas isso é assunto pra um outro post).

Eu vou ser exatamente como eu sou e não vou me esforçar para ser enquadrada no padrão "alisabel é que é legal" ou "boazuda bronzeada da praia". Detesto praia, detesto gente de biquíni e detesto padrões. Acho que padrões existem para serem superados. Me soam como desafios.
Uso, calço, visto somente o que amo. E falo somente com pessoas que me acrescentem. E se isso significa que eu não presto ou que eu sou cheia, então que seja: me amem do jeito que eu sou ou se afastem de mim e me odeiem para sempre.

Melhor desfrutar dos extremos do que ser ignorada. E viva ao amor próprio antes de tudo. Porque sim, ame seu próximo como a si mesmo, mas não mais do que a si mesmo.

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Tem vergonha de aparecer de lingerie ou de toalha na frente dos outros, mas pra ir à praia com a tanga do Tarzan tá tudo certo, né? Humpf. 

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