31 de jan de 2012

Sobre minha fama de má

Detesto mulher politicamente correta. Detesto essa mania de mulherzinha de querer passar imagem de santa "porque se não é santa, é vadia". Isso é muito mentira e muita hipocrisia. Everybody knows que eu não sirvo pra santa. Nunca tive a mínima vocação pra freira, e isso já me causou uma fama péssima. Quer dizer, péssima para os outros - como mamãe querida, que a detesta - porque para mim, é ótima. E eu não desminto nada, não: a sustento com orgulho.

Mesmo nunca tendo dormido com um cara (alguém ainda fala assim hoje em dia?) em toda minha pequena vida, o boato que corre é que eu sou a maior vadia da Estalagem, e para alguns, de Viamão. Whatever. Aliás, me chamam de pervertida, psicopata, vadia, entre outras coisas mais que me recuso a contar por serem muito esdrúxulas. O fato é que eu sou chamada assim apenas por não fazer o jogo "sou uma santa, não penso em 'maldades' e nunca deixaria um cara passar a mão em mim". OMG, eu simplesmente não tenho paciência pra gente que faz isso. Que usa roupas super compridas apenas para fazer pose. Não dá, não engulo isso.

Então, quando as pessoas descobrem que mesmo aos 18 anos e um currículo de 2 namorados, eu nunca "cruzei a linha" (adoro essas expressões), elas me perguntam: "Por que você ainda não fez isso? Você tá mentindo, né?" Só pra esclarecer para o povo que nada tem a ver com a minha vida, mas que não deixa de perguntar coisas por aí mesmo assim:
  • Não, eu não estou mentindo. Não tenho o porquê mentir a respeito disso, e mesmo que o tivesse, eu já tenho a fama, baby; pra mim tanto faz como tanto fez. 
  • Eu ainda não fiz isso porque eu não confiava nos caras e porque era muito nova. Simples assim. 
  • Sim, eu sei que há quem o faça com menos idade ainda, mas eu - como menina responsável que sou - não iria fazer nada aos 15 anos, porque, mesmo usando todo o tipo de proteção possível, o risco de uma gravidez na adolescência ainda é grande e eu nunca me arriscaria a tal. Não com essa idade. 
  • E não, eu não confiava nos caras. Nem naquele cujo namoro durou 1 ano e meio. Por que? Oras, eles não eram homens de verdade (no caso do 1°, literalmente). Era mais infantis do que eu. Como eu poderia confiar em alguém mais infantil do que eu? Não há condições. 
  • "Ai, você é muito exigente." - Sou mesmo. Se sou exigente até mesmo com o que eu como só pelo fato de que vai passar pelos meus intestinos, que o fará com algo que entrará em mim. Não, não, eu não me arriscaria a fazer nada com qualquer idiota. 
  • "Mas por que namorou com eles então se eles eram tão idiotas?" - Tédio, baby, puro tédio. E uma fama de lésbica que corria pela escola. Não tava afim de dar explicações a ninguém então simplesmente aceitei o convite do primeiro que apareceu. Fim de papo. 
  • "Você não pretende morrer sem fazer nada, né?" - Eu não pretendo nada, baby: nem fazer nem desfazer. Se acontecer, legal. Se não, legal também. Eu tô tranquila quanto a isso. Só o que não farei é me forçar a fazer algo somente para agradar alguém. E sinceramente, até hoje não sei porquê me fazem esse tipo de pergunta. A vida é minha, o problema é meu, e eu não sou louca por não ter feito isso ainda: eu apenas respeito a mim mesma e ao meu tempo. O que há de errado nisso? 
Questões respondidas (não vou revelar quem perguntou, isso não vem ao caso), preciso ir agora. Talvez eu volte semana que vem. 

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